Uma noite pra ficar na memória. Dia 31 de agosto de 2008. Canecão, Rio de Janeiro, após uma bela, porém pouco conhecida e ainda incipiente, apresentação da banda Hydra, as cortinas sublevaram-se e a silhueta da Tarja em sombra aparecia sobre o tecido, um som suave surgia, era irrefutável, Boy And The Ghost, o show da ex vocalista do Nightwish, Tarja Turunen, ao lado do ex Angra, Kiko Loureiro, e de uma banda impecável, estava para começar. A música emocionava a platéia que, exaltada, gritava sem parar. É fato que o público não lotou o Canecão, contudo, pelo preço e a época do ano em que o show aconteceu, foi um bom público, de repente, as cortinas caíram ao meio da música e a Tarja surgia ao lado do Kiko, nesse momento a emoção era faraônica e os nervos foram ao limbo do que se pode chegar, os gritos, percucientes e incessantes, ecoavam por tudo, chegavam a obliterar a própria canção, e assim foi até que, no intervalo de uma das músicas, Kiko deu o ar da graça com um singelo sorriso, e a platéia não perdoou, ovacionou-o sem parar, por vários momentos efêmeros do show, Kiko parecia eclipsar a imagem da Tarja ao palco com sua presença, mas a Tarja estava impecável, seus agudos, os tons, tudo em comunhão, a banda foi um espetáculo à parte. O guiarrista, Kiko Loureiro(Precisa dizer algo mais? Só o nome Angra já repousa em suas costas, ostentando garbo disso), o baterista, Mike Terrana, no metal, está próximo ao topo, exímio de uma forma incrível, fez com que a platéia, boquiaberta, petrificasse diante de seu solo, o baixista, ex Living Color, o Violoncelista não deixou nem um pouco a desejar, a única que parecia ainda estar deslocada da banda, com um misto de pejo e insegurança foi a tecladista, que, após Tuomas Hollopainen, eu esperava que a Tarja fosse contratar alguém à altura. A hegemonia da banda está iminente e a harmonia, inerente, arrisco-me a dizer que – por um momento – cheguei a pensar que o Nightwish era uma banda de meros mortais perto da quantidade de deuses que ali estavam, e as próprias músicas do Nightwish foram eximiamente executadas pela banda, Kiko estava disposto a ensinar a Empu como se faz um solo, e a voz da Tarja, sentia-me ouvindo o CD, pois a emoção e a afinação, não há vernáculo ou frase que vá conseguir definir em palavras a forma com que a Tarja conseguiu reproduzir, ao vivo, algo quase tão perfeito quanto nas gravações de estúdio. O público estava de parabéns, a Tarja repetiu inúmeras vezes que o carinho que o público carioca tinha com ela a tornava romanesca e derretida – e não lhe faltaram “I love you’s” vindo da platéia -, falou frases enormes em português, apresentou os músicos, cantou como uma rainha, e mesmo quando saiu do palco para que seus músicos fizessem um ‘little jam’ instrumental, Kiko não deixou a peteca cair com seus solos ‘maturbativos’e virtuosos. Para a tristeza dos seguranças a Tarja estava afim de ficar, e mesmo após ter prometido o fim do show após a ‘próxima música’, ela voltou para tirar da boca dos seus fãs o gosto agridoce de um show sem seu maior single ‘Die Alive’ e Wishmaster, ainda do Nightwish, e mesmo após o término do show, enquanto era ovacionada como uma deusa, Tarja levantou seu dedo e, com os movimentos de seus lábios já ressequidos, ela perguntou: One more?(Mais uma?)... Nesse momento o ecstasy foi geral e a feição de desgosto dos seguranças que, em pleno domingo queriam estar em suas casas, foi ímpar, e ela arrebentou. Ao fim da noite, a sensação de que esperar mais quatro anos para poder ver a Tarja valeu a pena era inerente e intrínseca a todos, e ainda deu para ‘relar’ a mão no ombro do Kiko quando ele se jogou na platéia, embora os seguranças abespinhados tenham tirado-o abruptamente da mão dos fãs. Depois de uma noite aonde a tempestade de inverno foi a coisa mais esperada por um público tropical carioca, aonde pudemos ver a face setiforme e esbranquiçada da Tarja(Que diga-se, pessoalmente é até bonita) ficou a sensação de ‘eu fui, hoje eu sou completo’. Agora nos resta esperar pelo Nightwish, show esse que também promete esquentar os ânimos. A noite de 31 de Agosto de 2008 valeu a pena. Eu queria agradecer especialmente a minha namorada, pois se não fosse no ímpeto de levá-la, eu não teria ido, e teria perdido um show incrível como o de ontem, principalmente por poder vê-la feliz por estar vendo a Tarja(E seus gritos[!!!]) e por estar com ela nessa hora.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
O Show do ano.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Hoje me aconteceu algo curiosamente risível. Um amigo me veio com a notícia de que o lendário CD do Guns n’ Roses havia sido lançado, o mito, vulgo Chinese Democracy, não havia realmente sido lançado, mas 3 músicas novas haviam despenhado dos estúdios direto para a rede, vindo adjunto a outras 6 que já haviam sido apresentadas ao público, só que dessa vez em versão finalizada, também de estúdio. A primeira, Rhiad n’ the Bedouins, que já havia sido tocada ao vivo, porém nunca antes ouvida em versão finalizada, mostrou-se completamente diferente da versão ‘live’, a revolta, os gritos dobrados, os efeitos eletrônicos, tudo ‘num patamar muito sublevado, digno da revolta púbere, inerente ao Axl, com uma pitada aguda de Nine Inch Nails; a segunda, This I Love, veio ‘num tom épico, um pouco romanesca e as orquestrações interrompidas abruptamente por guitarras em base-solo, com uma distorção levemente tênue e um solo descardamente ‘Buckethead’, vai conferir ao CD um tom épico, que só vai ser enaltecido com a nossa, já conhecida, Madagascar. A última por sua vez é, como disse meu amigo Edu, dotada de um grande frescor, mesclado a uma pegada – às vezes - blues, uma melodia manhosa, efeitos eletrônicos de primeira e um pianinho discreto, contudo executado nos momentos certos e uns solos acústicos ao mais preclaro estilo Buckethead(Quem ouviu Colma e Eletric Tears sabe do que falo) não está ali para cumprir tabela, tampouco ocupar espaço apenas, certamente será um dos possíveis ‘singles’ desse CD que, na minha humilde opinião, estará abarrotado deles. Nada justificará essa demora que Axl nos impôs, mas acredito eu que esse CD virá para deixar os Illusions na lembrança(Com todo respeitos ao que Slash e os Illusions representaram na vida do Guns, apenas dei uma noção da dimensão), já que os mesmos continham músicas ‘enchem lingüiça’ como ‘Coma’ e ‘My World’, coisa que duvido ocorrer no Chinese. Vale a pena ouvir, e não deixar de ouvir, também as demais que vazaram em versões ainda melhores. Até lá, Axl que me perdoe, mas eu irei baixar todas que vazarem por aí!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Começando a futilidade exacerbada e desmedida!
Assunto fútil para se iniciar um blog, mas a minha vida é bem vadia e fútil! HAHAHAHA
Abraços a todos.